Stadt: Augsburg

Frist: 2019-05-31

Beginn: 2019-09-11

Ende: 2019-09-14

URL: http://lusitanistenverband.de/lusitanistentage/augsburg-2019-2/themenbeschreibung-und-aufruf-zur-sektionsbildung/

13. Deutscher Lusitanistentag
Räume, Grenzen und Übergänge in der portugiesischsprachigen Welt
Augsburg, 11. bis 14. September 2019

Call for papers

Sektion: Epos, episches Erzählen und die Moderne. Räume, Grenzen und Transgressionen einer klassischen Gattung im Umbau

Leitung: Prof. Dr. Regina Zilberman (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Prof. Dr. Roger Friedlein (RU Bochum), Dr. Marcos Machado Nunes (RU Bochum)

Mit dem Beginn der Moderne, die durch die romantische Originalitätsästhetik eingeläutet wird, gerät die epische Dichtung in eine widersprüchliche Lage: Kritik an der Normativität, welche die Gattung stets prägte, geht mit einem hohen Grad an Kanonizität einher, die ihr von den aufstrebenden Nationalliteraturen zugeschrieben wird. Während das Epos seine ursprüngliche Funktion – eine für ein Kollektiv bedeutsame Heldenerzählung – beibehält, überlebt es nur in veränderter oder vom Versmaß gelöster Form: Seit Ossian und Chateaubriand werden neue und radikale formale Möglichkeiten ausgelotet, die die Grenzen der Gattung neu vermessen und sie zur Prosa öffnen. Neben dieser Öffnung tritt der historische Roman als Nachfolger (oder Ersatz) des epischen Gedichts auf, insbesondere weil dessen Heldentaten eine Dimension des Wunderbaren aufweisen, die dem Leser des 19. Jahrhunderts wenig überzeugend erscheinen musste.

In Brasilien ist dies der Moment des Aufstiegs von José de Alencar, der, nachdem er Gonçalves de Magalhães die Nichteinhaltung der Gattungsnormen vorwarf, diese durch die Veröffentlichung von historischen Romanen selbst erneuert, in denen er die geografische und kulturelle Diversität Brasiliens in ihrer Gesamtheit einzufangen versucht. In den Werken von Magalhães und Alencar finden sich zwei Modelle von Gründungserzählungen, in welchen die Darstellung des Geburtsmoments der nationalen Gemeinschaft einen evident identitätsstiftenden Appell beinhaltet, wodurch die Stellung des epischen Textes als Reflexion über die Gegenwart bestätigt wird. In Europa unternimmt währenddessen Almeida Garrett die formale Erneuerung des epischen Gedichts, indem er eine Interpretation der Figur von Luís de Camões entwirft, die in vielen ihrer Züge der Bearbeitung der Identitätsproblematik in Brasilien entspricht.

In der epischen Tradition wird die Suche nach dem Gründungsmoment oder einem bedeutenden Wendepunkt der Geschichte der nationalen Gemeinschaft durch die Bemühung ergänzt, die Gesamtheit der historischen und geografischen Erfahrungen dieser Gemeinschaft in umfangreichen Beschreibungen, Panoramen und Katalogen darzustellen. Im Laufe des 19. Jahrhunderts erweitert sich der Horizont dieses Totalitätsanspruches: neben Texte, in denen sich das Nationale in ambivalenter Weise in universalistische Erzählungen einschreibt (wie Colombo von Araújo Porto-Alegre, O Guesa von Sousândrade oder A morte de Dom João von Guerra Junqueiro) treten seit der Jahrhundertmitte die so genannten Menschheitsepen, etwa von Teófilo Braga oder Gomes Leal.

Die Avantgarden greifen das Paradigma des Nationalen wieder auf, auch wenn das definitive Ende der Versuche, eine Totalität abzubilden, noch nicht gekommen ist. Unternehmungen wie das generationsübergreifende Panorama O Tempo e o Vento von Érico Veríssimo oder der Versuch einer totalisierenden Allegorie in Macunaíma von Mário de Andrade zeigen offensichtliche Berührungspunkte mit der epischen Tradition. In Portugal unterziehen Fernando Pessoa mit Mensagem und nach ihm Gonçalo M. Tavares mit Viagem à Índia die Geschichte des portugiesischen Epos einer Neulektüre, wie auch das Thema der Überfahrt (das Schlüsselwort in Grande Sertão: Veredas von Guimarães Rosa), das in Invenção de Orfeu von Jorge de Lima, einer Reise zu den Ursprüngen poetischer Schöpfung, wieder auftaucht. Der historische Roman, der das Epos der Renaissance beerbt, wird in Form der historiografischen Metafiktion wiedergeboren, die in Werken wie Viva o povo brasileiro von João Ubaldo Ribeiro, As naus von Lobo Antunes und Equador von Miguel Sousa Tavares zum Vorschein tritt.

Vor dem Hintergrund dieses fruchtbaren wie wandelbaren Panoramas sollen in unserer Sektion die Transformationen beleuchtet werden, die die Vers- und Prosaepik im Sinne eines totalisierenden Diskurses durchlaufen hat. Darüber hinaus wird zu untersuchen sein, wie sich die Anpassung und das Überschreiten literarischer Gattungsgrenzen nachzeichnen lassen, wie sich der Dialog, der sich zwischen den vorliegenden Werken aufspannt, terminologisch affirmativ oder widerlegend fassen lässt und wie sich die Verschiebungen von Zeit und Raum im Kontext der lusophonen Literaturen darstellen.

Vorschläge können bis zum 31. Mai 2018 bei den Sektionsleitern eingereicht werden:
Prof. Dr. Regina Zilberman (regina.zilberman@gmail.com), Prof. Dr. Roger Friedlein (roger.friedlein@rub.de), Dr. Marcos Machado Nunes (marcos.machadonunes@rub.de)

Chamada para trabalhos – Call for papers

Seção: Epopeia, narrativa épica e modernidade. Espaços, limites e transgressões de um gênero clássico em renovação

Coordenação: Prof. Dr. Regina Zilberman (UFRGS), Prof. Dr. Roger Friedlein (RU Bochum), Dr. Marcos Machado Nunes (RU Bochum)

A partir da modernidade literária inaugurada com as estéticas da originalidade próprias do Romantismo, a poesia épica passa a ocupar uma posição contraditória, em que a crítica à normatividade que caracterizava o gênero convive com o alto grau de canonicidade a ele atribuído pelas literaturas nacionais em ascensão. Conservando o sentido básico de narrativa sobre feitos heroicos relevantes para uma coletividade, a épica sobreviverá transformada ou dissociada do verso: a partir de Ossian e Chateaubriand, temos a incorporação de novas e radicais possibilidades formais que redesenham os limites do gênero, abrindo-o para o uso da prosa. Com essa abertura, o romance histórico se apresenta como sucessor (ou substituto) do poema épico, sobretudo na medida em que a ação heroica que esse representa está, na sua forma mais tradicional, associada a uma dimensão do maravilhoso pouco convincente para o leitor do século XIX.

No Brasil, esse será o momento para a ascensão de José de Alencar, que, após condenar Gonçalves de Magalhães por não obedecer as normas do gênero, renova-o por meio da publicação de romances históricos, visando abranger o Brasil na sua totalidade geográfica e diversidade cultural. Nas obras de Magalhães e Alencar, encontram-se dois modelos de relato fundacional, em que a representação do momento da origem da coletividade nacional tem evidente apelo identitário, confirmando o estatuto do texto épico como, em última instância, uma reflexão sobre o presente. Do outro lado do Atlântico, Almeida Garrett busca a renovação formal do poema épico para propor uma representação da figura de Camões que corresponde, em grande medida, a uma mobilização identitária correlata à dos brasileiros.

Seguindo a tradição épica, a busca do momento de fundação ou inflexão relevante da história da coletividade nacional é complementada por intermédio do esforço de representar a totalidade da experiência histórica e geográfica da coletividade, na composição de amplos painéis e catálogos descritivos. À medida que o século XIX avança, amplia-se o horizonte dessa totalidade: ao lado de textos em que o âmbito nacional se inscreve de maneira ambígua em narrativas universalistas (como o Colombo, de Araújo Porto-Alegre, o Guesa, de Sousândrade ou A morte de Dom João, de Junqueiro) introduzem-se, na virada do século, as assim chamadas “epopeias da humanidade” de Teófilo Braga ou Gomes Leal.

Com o Modernismo, o paradigma nacional volta a ser retomado, ainda que fosse de se esperar o encerramento definitivo das tentativas totalizadoras. Contudo, empreendimentos como o panorama transgeracional O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, ou o intento de totalização alegórica em Macunaíma, de Mário de Andrade, apresentam evidentes pontos de conexão com a tradição épica. Em Portugal, Fernando Pessoa, em Mensagem, e depois Gonçalo M. Tavares, em Viagem à Índia, releem a história da épica portuguesa e o tema da travessia (palavra-chave de Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa), questão que reaparece em Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, viagem às origens da criação poética. O romance histórico, herdeiro da épica renascentista, renasce sob a forma da metaficção historiográfica, materializada em Viva o povo brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro, As naus, de Lobo Antunes, e Equador, de Miguel Sousa Tavares.

Tendo como pano de fundo esse panorama fértil e mutável, a seção propõe, além de buscar evidenciar as transformações por que passou a épica enquanto discurso totalizador em verso ou em prosa, examinar como se verificam as apropriações e transposições de fronteiras entre os gêneros literários, qual é o diálogo em termos de afirmação ou contraposição que se estabelecem entre as produções literárias realizadas, como se dão os deslocamentos de tempo e de geografias no contexto das literaturas lusófonas.

Solicita-se o envio de resumos para propostas de comunicação às coordenadores da secção até dia 31/05/2019.

Prof. Dr. Regina Zilberman (regina.zilberman@gmail.com), Prof. Dr. Roger Friedlein (roger.friedlein@rub.de), Dr. Marcos Machado Nunes (marcos.machadonunes@rub.de)

Beitrag von: Dirk Brunke

Redaktion: Christoph Behrens